Open Banking: Entenda tudo sobre as quatro fases!

Open Banking: Entenda tudo sobre as quatro fases!

A implementação do Open Banking está sendo muito aguardada por todos! Essa inovação é algo que irá mudar a forma que os bancos se  comportam e nossa liberdade financeira. Neste texto iremos entender, de uma vez por todas, tudo sobre essa revolução!

 

O que é o Open Banking?

 

O Open Banking (ou Sistema Financeiro Aberto), criado pelo Banco Central e inspecionado pelo Banco do Brasil, tem como meta inovar a maneira com a qual os clientes se relacionam com as instituições financeiras aqui no Brasil.

É um sistema que permitirá o compartilhamento de dados pessoais de forma padronizada entre diferentes instituições financeiras e fintechs autorizadas pelo Banco Central, para obter ofertas mais atrativas e vantajosas de produtos e serviços financeiros.

A conceito, além de integrado e seguro (API), as instituições têm acesso, sob autorização, às movimentações de suas contas bancárias de diferentes plataformas e não apenas pelo aplicativo ou site do banco.

Podendo oferecer produtos e serviços personalizados e mais vantajosos para cada usuário de forma segura, ágil e conveniente.



Como funciona o Open Banking?

 

Atualmente, uma instituição não consegue ter acesso ao relacionamento do cliente com outras instituições, então tem dificuldade de competir com um serviço mais atrativo.

Com o Open Banking, cada instituição se conecta diretamente com as plataformas das outras instituições e tem acesso ao histórico de dados autorizado pelos clientes. 

Esse processo é feito em um ambiente seguro e a permissão poderá ser cancelada pelo cliente a qualquer momento.

O princípio do Open Banking é o consentimento do usuário, ou seja, as empresas deverão, obrigatoriamente, compartilhar informações de um cliente (pessoa física ou jurídica) se ele solicitar e autorizar a transmissão dos dados para a outra instituição

Ele é quem decidirá quando e com quem deseja compartilhar seus dados e o tempo que ela poderá ter para acessar. O Open Banking assegura a padronização do compartilhamento de dados e serviços.

A estrutura desenhada pelo Banco Central para o open banking no Brasil prevê a implantação de quatro fases até o fim de dezembro de 2021.

 

Benefícios do Open Banking:

 

Além de priorizar a experiência do cliente, o Open Banking pretende reduzir os empecilhos, gerando assim: 

 

Segurança

 

O compartilhamento dos seus dados é adequado à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e à Política de Segurança Cibernética.

 

Mais competição

 

Com acesso aos dados dos usuários, instituições participantes poderão fazer ofertas de produtos e serviços para clientes de seus concorrentes, com benefícios para o consumidor, que poderá obter tarifas mais baixas e condições mais vantajosas.

 

Simplicidade

 

Além de fácil compreensão, ele será gratuito e totalmente digital!

 

Personalização

 

Oferece produtos e serviços sob medida e com preços mais vantajosos para a necessidade de cada cliente.

 

Autonomia

 

O cliente decide com quem e por quanto tempo seus dados serão compartilhados.

 

Quais dados podem ser compartilhados?

 

Após o consentimento sobre a liberação dos dados, o cliente terá acesso a quais estão válidos, para quais instituições compartilhou os dados e quais informações, de fato, foram enviadas pela instituição financeira. 

Os dados compartilhados serão:

 

  • Dados cadastrais: o nome, CPF, RG
  • Dados transacionais da conta: saldo, limite, extrato
  • Dados transacionais do seu cartão: fatura e limite
  • Dados de Operação de Crédito: valores e juros

 

E com eles será possível consultar as instituições participantes envolvidas no compartilhamento, os dados e serviços objeto de compartilhamento, o período de validade da autorização fornecida, a  data de requisição e a finalidade do compartilhamento.

Sendo possível revogar o consentimento a qualquer momento e pela internet.

As instituições que vão receber os dados devem apresentar a finalidade e o prazo do compartilhamento, que pode ser de até 12 meses. 

Se a finalidade do compartilhamento for alterada, será necessário conceder um novo consentimento por parte do cliente.

Se o cliente permitir, é possível compartilhar o histórico financeiro de até um ano com outras instituições.



Conheça as fases do Open Banking

 

Para que tudo seja feito de forma organizada e tranquila, o Banco Central separou em quatro fases, e a cada conclusão o Open Banking evolui para que mais dados, produtos e serviços sejam incorporados. Vamos entender cada uma:

 

Primeira fase:

 

Início em 01/02/2021 – As instituições financeiras começam a compartilhar entre si, sob supervisão do Banco Central, informações padronizadas sobre os seus canais de atendimento e as características de produtos e serviços bancários tradicionais que oferecem. 

O cliente não participa desta fase e também não é compartilhado nenhum dado dele.

 

Segunda fase:

 

Início em 13/08/2021 – Nessa fase, as instituições financeiras estarão aptas a compartilhar entre elas os dados cadastrais de clientes (como nome, CPF/CNPJ, telefone, endereço, etc) e informações relacionadas a conta corrente, tarifas, entre outros. 

Os clientes poderão solicitar o compartilhamento entre instituições participantes de seus dados cadastrais, de informações sobre transações em suas contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados. 

Reforçando que o compartilhamento ocorre apenas se a pessoa autorizar, com um prazo estipulado e podendo cancelar a autorização a qualquer instante.

 

Etapa escalonada da segunda fase:

 

Para uma melhor fluidez de funcionamento a fase 2  será escalonada, ou seja, será dividida em quatro partes para ela acontecer, são elas: 

-Entre 13 de agosto de 2021 e 12 de setembro de 2021, o banco poderá pedir autorização para 0,1% de sua base de clientes (tanto pessoa física quanto jurídica) e o funcionamento ocorrerá em dias úteis, das 8h às 18h.

-Entre 13 de setembro de 2021 e 26 de setembro de 2021, o percentual será ampliado para 0,5% e além de dados cadastrais, agora serão autorizados os dados de transações relacionadas às contas corrente, de poupança e pré-pagas.

-Entre 27 de setembro de 2021 e 10 de outubro de 2021, o limite de consentimento aumentará para 1%, o horário de funcionamento mudará para o período de sábado à quarta-feira das 8h às 18h e quinta e sexta-feira durante 24h e também além dos dados anteriores dados de transações relacionadas a cartão de crédito e operações de crédito (como financiamentos e empréstimos) serão liberados para o compartilhamento.

-Entre 11 de outubro de 2021 e 24 de outubro de 2021, aumento para 10% dos clientes e funcionamento 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. 



Terceira fase:

 

Início em 29/10/2021- inicia-se a integração de serviços, com transações de pagamento, onde tem a possibilidade de compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento e de encaminhamento de proposta de operação de crédito.

As datas em que cada forma de pagamento serão iniciadas são as seguintes:

29/10/21 – Pagamento com PIX 

15/02/22 – Pagamentos com TED e transferência entre contas na mesma instituição

30/06/22 – Pagamento de boletos 

30/09/22 – Pagamentos com débito em conta 

30/03/2022 (prevista) – Solicitação de propostas de crédito, como empréstimos e financiamentos, a várias instituições (bancos, financeiras, cooperativas, por exemplo) ao mesmo tempo.

 

Quarta fase:

 

Início em 15/12/2021 – Nela é implementado o compartilhamento de dados de serviços relacionados a câmbio, credenciamento, seguro, investimento, previdência e conta salário e acessar informações sobre as características dos produtos e serviços com essa natureza disponíveis para contratação no mercado.

E as datas de lançamento de cada atualização são:

15/12/21 – Dados de produtos e serviços de seguros, investimentos, câmbio, entre outros, disponibilizados pelas instituições participantes

31/05/22 – Dados transacionais referentes ao escopo acima, mediante prévia autorização do cliente.

 

Instituições que participam do Open Banking

 

Somente as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem participar do Open Banking. Porém, existem instituições que são obrigadas a participar – que possuem tamanho entre 1% e 10% do PIB ou com presença internacional relevante. E as que participam voluntariamente – que são as que possuem menos de 1% do PIB. 

Confira a lista completa de participantes do Open Banking clicando aqui!

 

Open Finance

 

O Open Finance, nomenclatura dada ao Open Banking no Brasil, está previsto para sua total implementação já em 2022, onde ele será ainda mais abrangente, incluindo mais produtos, como os investimentos, câmbio e seguros.

Com ele, todos os dados financeiros poderão ser compartilhados. 

Como um extra, poderá ser compartilhado informações sobre as contas que já foram pagas, o tipo de cartão, os limites disponíveis, os empréstimos realizados, produtos contratados e muito mais, aumentando o poder de escolha, trazendo assim uma maior autonomia, experiência com todos os bancos, compartilhamento de dados de uma forma segura e levando inovação ao segmento.

Lembrando que sempre com a autorização e prazo determinado pelo cliente!

 

O Open Finance já é uma realidade por aqui!!  A nossa solução do Bankmanager é uma plataforma multibancos e multiempresa que auxilia na gestão financeira de forma eficiente, atuando como um portal multibanco e multiempresa, dando a possibilidade ao cliente de ter todas as informações financeiras consolidadas em um único local, além do acesso a diversos bancos, o que facilita na análise e escolha de qual banco oferece as melhores opções para a empresa. Além disso, hoje a Finnet atua com base em soluções de microserviços, ou seja, possuímos integrações via API, que possibilitam aos nossos clientes tratar várias informações financeiras, diretamente em seus sistemas de ERP, independentemente do banco ou operação feita. Para saber mais sobre nossa solução clique aqui!